terça-feira, 24 de setembro de 2013
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
domingo, 15 de setembro de 2013
O Universo é o Sonho de um Sonhador Infinito
1. Não conhecemos senão as nossas sensações. O universo é pois um simples conceito nosso.
2. O universo porém — ao contrário de e em contraste com, as nossas fantasias e os nossos sonhos — revela, ao ser examinado, que tem uma ordem, que é regido por regras sem excepção a que chamamos leis.
3. Àparte isso, o universo, ou grande parte dele, é um «conceito» comum a todos os que são constituídos como nós: isto é, é um conceito do espírito humano.
4. O universo é considerado objectivo, real — por isso e pela própria constituição dos nossos sentidos.
5. Como objectivo, o universo é pois o conceito de um espírito infinito, único que pode sonhar de modo a criar. O universo é o sonho de um sonhador infinito e omnipotente.
6. Como cada um de nós, ao vê-lo, ouvi-lo, etc., cria o universo, esse espírito infinito existe em todos nós.
7. Como cada um de nós é parte do universo, esse espírito infinito, ao mesmo tempo que existe em nós, cria-nos a nós. Somos distintos e indistintos dele.
8. A «Causa imanente», como é definida, tem que, ao criar, criar infinitamente. Em si mesma é infinita como uma, extra-numericamente; nos seres é infinita como inúmera, numericamente. Num caso é o indivisível, no outro infinitamente divisível. As almas são pois em número infinito.
9. Tudo o que é criado é infinito, pois a Causa Infinita não pode criar senão infinito. Por isso tudo material, se tudo de natureza oposta à Causa Infinita, é infinitamente divisível e multiplicável (eternidade do tempo, infinidade do espaço). Só pode criar finitos em número infinito. Por isso tudo espiritual, isto é, não-espacial, como é da natureza da Causa, é indivisível. É portanto imortal.
Fernando Pessoa, ' Textos Filosóficos'
2. O universo porém — ao contrário de e em contraste com, as nossas fantasias e os nossos sonhos — revela, ao ser examinado, que tem uma ordem, que é regido por regras sem excepção a que chamamos leis.
3. Àparte isso, o universo, ou grande parte dele, é um «conceito» comum a todos os que são constituídos como nós: isto é, é um conceito do espírito humano.
4. O universo é considerado objectivo, real — por isso e pela própria constituição dos nossos sentidos.
5. Como objectivo, o universo é pois o conceito de um espírito infinito, único que pode sonhar de modo a criar. O universo é o sonho de um sonhador infinito e omnipotente.
6. Como cada um de nós, ao vê-lo, ouvi-lo, etc., cria o universo, esse espírito infinito existe em todos nós.
7. Como cada um de nós é parte do universo, esse espírito infinito, ao mesmo tempo que existe em nós, cria-nos a nós. Somos distintos e indistintos dele.
8. A «Causa imanente», como é definida, tem que, ao criar, criar infinitamente. Em si mesma é infinita como uma, extra-numericamente; nos seres é infinita como inúmera, numericamente. Num caso é o indivisível, no outro infinitamente divisível. As almas são pois em número infinito.
9. Tudo o que é criado é infinito, pois a Causa Infinita não pode criar senão infinito. Por isso tudo material, se tudo de natureza oposta à Causa Infinita, é infinitamente divisível e multiplicável (eternidade do tempo, infinidade do espaço). Só pode criar finitos em número infinito. Por isso tudo espiritual, isto é, não-espacial, como é da natureza da Causa, é indivisível. É portanto imortal.
Fernando Pessoa, ' Textos Filosóficos'
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
PENSA-ATIVO
Pensando bem, estou morrendo aos poucos desde 1985,
todo material que adquiri ficará aqui, carrego apenas as boas lembranças e o bons momentos da longa da jornada.
Eu que nasci velho ranzinza me vejo uma criança que descobre o mundo a cada dia,
esse mundo real sem fantasias onde meus heróis pagam impostos e os vilões são eleitos,
nessa história o vilão e mocinho morrem sem ver o sol da aurora.
Eu vejo a cada dia o filme da vida passar por mim.
Sou narrador e protagonista, sou eu quem faço meu roteiro mas nunca sei em qual trama acordo.
Sei que,
das loterias fui premiado com a melhor família e dos irmão que não tive a energia positiva me trouxe,
vivo eternamente nas recordações e no sorriso dos retratos.
Dos meus vícios a música e a arte vieram e nunca mais larguei, me tornei dependente de criatividade constante e quando o dia nascia cinza meu animo era fazer esboço de rostos que nunca conheci.
A trajetória é simples como entender o calor, talvez, perdemos o tempo falando sobre a queimadura.
Esse calor e atrito, essa energia invisível, essa luz que propaga e se apaga na face de quem dorme durante o dia. Essa energia cósmica, a força do universo, meu EU, o SEU, a energia e calor nosso...
eu quero apenas saber que final devo escolher para esta história sem fim...
Pensando bem, estou morrendo aos poucos desde 1985,
todo material que adquiri ficará aqui, carrego apenas as boas lembranças e o bons momentos da longa da jornada.
Eu que nasci velho ranzinza me vejo uma criança que descobre o mundo a cada dia,
esse mundo real sem fantasias onde meus heróis pagam impostos e os vilões são eleitos,
nessa história o vilão e mocinho morrem sem ver o sol da aurora.
Eu vejo a cada dia o filme da vida passar por mim.
Sou narrador e protagonista, sou eu quem faço meu roteiro mas nunca sei em qual trama acordo.
Sei que,
das loterias fui premiado com a melhor família e dos irmão que não tive a energia positiva me trouxe,
vivo eternamente nas recordações e no sorriso dos retratos.
Dos meus vícios a música e a arte vieram e nunca mais larguei, me tornei dependente de criatividade constante e quando o dia nascia cinza meu animo era fazer esboço de rostos que nunca conheci.
A trajetória é simples como entender o calor, talvez, perdemos o tempo falando sobre a queimadura.
Esse calor e atrito, essa energia invisível, essa luz que propaga e se apaga na face de quem dorme durante o dia. Essa energia cósmica, a força do universo, meu EU, o SEU, a energia e calor nosso...
eu quero apenas saber que final devo escolher para esta história sem fim...
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