BEM-VINDO!!! NAVEGUE NO MAR DOS PENSAMENTOS, SEJA UM EXPLORADOR EM UM NOVO MUNDO. CADA SER É ÚNICO A VAGAR NESTE UNI-VERSO

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Que o amor cure as amarguras do mundo, pois nestes tempos, 
o mais duro não é estar só, é sentir-se só mesmo 
na presença de outros corpos; o mais duro não é o tempo frio,
é sentir o coração congelado batendo triste e vazio. 
Há quem diga que todo amor passa por provas, eu digo que 
prova de amor é abandonar a dor, é superar o medo, é desapego.
Há quem diga que ama sem amar, que quer sem querer e
que vive sem viver, na verdade é só gente que se engana
por que não larga seu sofrer.
Que o amor cure as amarguras do mundo, que a liberdade
nos ampare em seu voo e que nos arremesse em direção ao novo,
pois cada segundo da vida é um diamante brilhante e precioso.

(Dani Rossi)


https://www.facebook.com/danirossiwakura
O tempo é implacável, não pára no porto, não apita na curva, não espera ninguém!
Quando abrimos os olhos, lá se foi uma década.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Pseudónimo: Junio Vermes - "As vinte mil braçadas no Rio Paraíba"

domingo, 20 de outubro de 2013

Hospitais falindo
Policiais defendem
Políticos vendidos
Construções pendentes
IPTU subindo
Querem mais
Querem o fim
Roubam, cobram, levam, quebram querendo de ti
Eu só peço
rapaz
Ouça-me

Generais sumidos
Federais em cassinos
Marginais ostentam
Professores enfrentam
Opressores inventam
querem mais
querem o fim
Roubam, cobram, levam, quebram querendo de ti
Eu só peço
rapaz
Ouça-me

Jogadores ganham
Milhões por ano
Médicos se espantam
o reforço cubano
nossas riquezas saindo
e a mata acabando
querem mais
querem o fim
Roubam, cobram, levam, quebram querendo de ti
Eu só peço
rapaz
Ouça-me
CARTAS II

...


O que eu sinto sem você - aqui - é estranho, é discrepância do destino. Dói meu corpo, machuca meu coração e destrói, aos poucos, a clandestina alma dessa minha pessoa. O que eu sinto sem você é irracional. Não adianta explicação. Só sei que estou presa dentro de minha própria liberdade. E esse silêncio seu confesso que me incomoda demasiadamente. Não sei se não fala por não saber ou prefere mantê-lo a resultar decepções, ou ainda se não mais me quer. Não mais me quer. Não mais. Será?! Não tenho dúvida. Pois a cada dia eu me conheço pela ausência sua, e nada mais me espanta. É. Nem minha morte.
AQUELA CARTA

...

Não há mais por que e por quem continuar. O amor morreu em nós pouco a pouco como quando a poesia é depauperada de versos. Quero que as lembranças, os cheiros, tudo possa estar dilacerado nos instantes de um passado. Quero também que não dê notícias. Sim, não dê. Serei uma ausente eterna do que construímos e do que prometemos um ao outro. Se quiser, jogue-me fora de sua vida. Eu posso estar sujeita a uma contaminação extremamente nociva ao seu ser. Siga o seu caminho que seguirei o meu, pois estou decidida a ir embora de você.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

E agora, Pelé?

A copa acabou
O estádio ficou
a luz apagou,
o povo sumiu,
o salário caiu
e agora, Pelé?
e agora, você?
você que é sem noção,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, Pelé?

Esta sem escola
está sem hospital
está sem moradia,
já não pode beber,
já não pode fumar,
jogar já não pode,
o salário caiu,
a verba não veio,
o ônibus não veio,
o riso não veio,
não veio turista
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, Pelé?

E agora, Pelé?
Sua doce palavra,
seu drible e voleio,
sua gula e jejum,
sua camisa,
sua taça de ouro,
sua chuteira de vidro,
sua incoerência,
a derrota - e agora?

Com a Taça na mão
quer abrir a porta,
não existe porta,
quer morrer no mar,
mas o mar secou,
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
Pelé, e agora?

Se você gritasse,
Se você ouvisse,
Se você mudasse,
o samba burguês,
se você dissesse,
se você lutasse
se você morresse...
Mas você não morre,
você é duro, Pelé!

Sozinho no campo
qual juiz comprado,
sem honra,
sem vergonha,
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você guia, Pelé!
Pelé, para onde?

Carlus Dummond de Andróide

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

De um tempo que a música sertaneja era poesia e mulheres não eram bonecas infláveis

Muito prazer em revê-la
Você está bonita
Muito elegante, mais jovem
Tão cheia de vida...

Eu ainda falo de flores
E declamo seu nome
Mesmo meus dedos me traem
E disco seu telefone...

É minha cara, eu mudei
Minha cara
Mas por dentro eu não mudo
O sentimento não pára
A doença não sara
Seu amor ainda é tudo, tudo...

Daquele momento
Até hoje esperei você
Daquele maldito momento
Até hoje só você...

Eu sei que o culpado
De não ter você sou eu
E esse medo terrível
De amar outra vez é meu...

Sei não devia dizer
Disse: Perdoa
Bem que eu queria encontrar
E sorrir numa boa...

Mas convenhamos a vida
Nos faz tão pequenos
Nos preparamos prá muito
E choramos por menos...

É minha cara, eu mudei
Minha cara
Mas por dentro eu não mudo
O sentimento não pára
A doença não sara
Seu amor ainda é tudo, tudo...

Daquele momento
Até hoje esperei você
Daquele maldito momento
Até hoje só você...

Eu sei que o culpado
De não ter você sou eu
E esse medo terrível
De amar outra vez é meu...

sábado, 5 de outubro de 2013

Segue João pela noite fria
sozinho na jornada
seu cão capivara de companhia
as latinhas na calçada
é salário nessa vida
João segue cabisbaixo
a rotina dessa trilha
na busca de cruzeiros
na procura de cruzados
sobrevivendo pelas esquinas
talvez seja um novo conto
mas segue o mesmo ponto
são tristezas parecidas
morte vida severina

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

transformei fone de ouvido em cadarço
e nunca mais precisei amarrar os sapatos
O dia foi difícil? imagina pro açougueiro, o dia todo ouvindo piadinha se a carne é friboi

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Para quê ser boca?
somente dirigindo a palavra
porque não ouvidos?
que retem a fala anunciada,
sua mente se torna fortaleza contra as presas
de canibais usurpadores, sugadores
e não será presa de jiboias ou raias
represa do conhecimento avançado
ponte do pensamento, futuro e passado

Quer ser olhos?
seu desejo é observar e não ouvir nada?
o ódio que escorre nas lágrimas
fixam um imagem em neuronios e
julgam sem ter as informações adquadas?
e seu nariz, mete em coisas erradas?
mas me diga, porque não ser ouvido?
em tempos de jiboias e raias
o som que chega aos timpanos
trazem os labios comprimidos
ou o temor do grito na noite calada
FAÇA

Faça o bem
mas não para agradar alguém, Deus ou o mundo,
como árvore seu único fruto
é gerar sem receber por isso,
alimentar o espirito oprimido
e as vezes sem ganhar de volta um sorriso.
Fazer o bem sempre irá
chamar atenção do opositor
como pedra lançada no lago calmo
que propaga as ondas feitas,
um grito de alerta, uma lanterna na escuridão
que guia o coração de quem se perdeu na contra mão.
é você diante da chance, adiante
é você enfrentando o leão, com a razão
é você que tem poder de cativar, e cultivar
de ajudar muita gente,
siga em frente
coragem, coragem
é você o milagre para a solução
faça o bem mesmo quando alguém
tem pedras nas mãos
palavras ofensivas,
agressividade, ordens na lingua
É você quem tem
a força mágica de fazer o bem