domingo, 10 de junho de 2012
Eu sou
eu sou
meu avô, meu pai e serei meu filho
sou eu
sou eu no reflexo das coisas
no espelho quebrado em mil pedaços
na taça de vinho
distorcido na lataria do carro
sou eu
vagando em território vizinho
as vezes vencido
as vezes vencendo
eu sou meu mundo
interno, solitário como o cosmo
vivendo em orbita e com meus pés na lua
sou eu apreciando a praia
chorando dores e enfermidades
sou eu entre milhões na cidade
eu sou aquele rapaz
eu vim daquela mulher
eu sou o que satisfaz
ou o que nada faz
eu sou um corpo qualquer
sei que todos fomos um
hoje separados
mas nos veremos todos juntos um dia
do outro lado
no mesmo local
eu sou pó
eu sou
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