TRANQUILO
suave
como navalha de barbeiro
passando pela jugular
calmo
quieto como bomba atômica
sem remorso
sem piedade
com sorriso de dentista
e a paciência de telefonista
vagarosamente a sua mente segue
nesse oceano pacífico
numa morte lenta que leva anos
veio sem nada e volta ao mesmo
calmo
como fila do metrô na segunda
suave como passos de elefante
me chamo simpaticamente como bugio
ninguém te vê
ninguém me viu
passando como tsuname na Avenida Brasil
são palavras do palhaço de sempre
debochando da velha rotina maldita
do tempo que não perdoa
da mente que vaga sem medo e sina
sem sorte na vida
somente palavras de sinceridade
pra combinar com a rima
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